EUA alertam para impasse com o Brasil e anunciam decisão sobre tarifas
Chefe do comércio americano aponta grande distância nas negociações antes do prazo final de 15 de julho
O chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou nesta quinta-feira, dia 9 de julho, que a decisão final sobre a aplicação de tarifas de 25% a produtos brasileiros está muito próxima.
Em entrevista à emissora Fox Business, ele explicou que, apesar dos contatos frequentes com as autoridades brasileiras, ainda existe uma grande distância entre os posicionamentos das duas nações para se alcançar um consenso nas negociações.
A investigação comercial que sugeriu a sobretaxa foi concluída pelo órgão americano em junho, apontando supostas práticas comerciais desleais por parte do Brasil que prejudicariam os norte-americanos com desequilíbrios na balança comercial. O rito oficial de apuração, que incluiu consultas a empresários e à sociedade civil, terminou na última terça-feira, dia 7 de julho.
A proposta final depende agora do aval do presidente Donald Trump, sendo que o prazo limite para a implementação das novas alíquotas se encerra no dia 15 de julho.
O avanço das conversas enfrenta resistências mútuas marcantes de ambos os lados. Integrantes do governo brasileiro reclamam que os Estados Unidos não são claros sobre o que desejam exatamente para destravar as negociações.
Por outro lado, os negociadores americanos criticam o Brasil por demonstrar pouca ambição nas propostas em comparação com outros países.
Mesmo diante desse cenário complexo, o Palácio do Planalto considerou positiva a última rodada de diálogo, realizada no dia 7 de julho, avaliando que a conversa deu prosseguimento às tentativas de reverter a taxação.
Durante a entrevista, Greer também comentou sobre as relações comerciais com o México, destacando que Donald Trump tem sido enfático ao exigir que os mexicanos reduzam o déficit econômico com os americanos.
Além disso, o dirigente mencionou investigações em andamento sobre acusações de trabalho forçado que miram 60 países, grupo que inclui o Brasil, reforçando o foco do governo dos Estados Unidos no combate a essa modalidade de exploração.
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