Governo libera R$ 5,7 bilhões do Orçamento de 2026 após redução de gastos
Queda em despesas previdenciárias e de pessoal viabilizou o desbloqueio financeiro, enquanto a estimativa de inflação rompe o teto da meta.
O governo federal comunicou nesta sexta-feira (24) a liberação de R$ 5,7 bilhões referentes ao Orçamento de 2026. Com essa decisão, o contingenciamento anual total cai para R$ 17,9 bilhões. De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida foi possível graças à diminuição de custos estruturais. O balanço registrou uma queda de R$ 4,2 bilhões com pessoal e encargos sociais, somada à redução de R$ 3,2 bilhões nos benefícios previdenciários e de outros R$ 3,2 bilhões nas despesas com o Benefício de Prestação Continuada.
Além do desbloqueio de recursos, a equipe econômica relatou um avanço na estimativa de arrecadação primária, o que elevou a perspectiva de superávit para R$ 10,8 bilhões neste ano. O montante representa um crescimento expressivo em comparação aos R$ 4,1 bilhões projetados no relatório bimestral anterior. A meta fiscal oficial estipula um saldo positivo de R$ 34,3 bilhões, contudo, como a regra exige no mínimo um déficit zero, o cumprimento do objetivo anual segue dentro das previsões governamentais.
No cenário macroeconômico, os indicadores oficiais sofreram alterações. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto sofreu um leve recuo, passando de 2,29% para 2,27%. Em contrapartida, a expectativa para a inflação sofreu alta e subiu de 4,49% para 5,08%, índice que agora ultrapassa o teto de 4,5% estabelecido para a meta atual.
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