Trump projeta grande ataque contra o Irã e manda poupar instalações de petróleo
Durante a cúpula da Otan, o presidente norte-americano sinalizou a retomada do bloqueio no Estreito de Ormuz e a possível ocupação de ilha estratégica.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que pretende realizar um grande ataque contra o Irã na noite desta quarta-feira, dia 8. A declaração ocorreu durante a cúpula da Otan, na Turquia.
Pouco antes de se reunir com o presidente da Ucrânia, o líder americano moderou o tom adotado no início do dia, quando cravou o fim do pacto de paz com Teerã, e ponderou que agora não tem certeza se o tratado será mantido. Trump também criticou duramente o governo iraniano pelo suposto afundamento de 28 embarcações na terça-feira, dia 7.
O líder norte-americano alertou que a nova ofensiva será pesada e mencionou a possibilidade de cortar os sistemas de energia elétrica e abastecimento de água do país vizinho, embora tenha ressaltado que prefere evitar essa medida extrema. Devido à retomada dos conflitos, Trump indicou que o bloqueio dos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz pode ser reativado.
Para ajudar na liberação dessa importante rota comercial, os países integrantes da aliança militar concordaram em enviar navios caça-minas para a região.
Trump revelou ainda que a Ilha de Kharg, local responsável por concentrar cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã, foi um dos alvos da investida americana anterior. No entanto, ele destacou ter dado uma ordem expressa para que os reservatórios da commodity fossem preservados. O presidente justificou a decisão afirmando que as forças americanas cogitam assumir o controle total daquele território futuramente.
A escalada militar ocorre pouco tempo após a assinatura de um acordo preliminar de paz em junho, que estabelecia um cessar-fogo entre as nações. O Comando Central dos Estados Unidos rompeu a trégua na noite de terça-feira ao bombardear alvos iranianos, justificando a ação como uma resposta aos ataques de Teerã contra cargueiros no Estreito de Ormuz.
Em contrapartida, o Irã considerou a atitude uma violação do tratado e lançou mísseis contra bases americanas localizadas no Bahrein, onde fica a 5ª Frota da Marinha, e no Kuwait, onde funciona o quartel-general do Exército dos Estados Unidos, acionando os alertas de emergência nesses países árabes.
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