Tensão entre EUA e Irã faz preço internacional do petróleo disparar
Retomada de sanções e conflitos no Estreito de Ormuz elevam preocupações do mercado e abalam acordo prévio entre as nações.
Nesta quarta-feira, dia 8, os valores do petróleo registraram forte alta no mercado internacional. O salto ocorreu logo depois que os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã e reativaram as sanções às exportações do país persa. A ofensiva americana foi uma retaliação às investidas iranianas contra embarcações comerciais na região do Estreito de Ormuz.
No pregão das 6h40, no horário de Brasília, os contratos futuros do petróleo Brent, usado como referência mundial, subiram 5,95% e atingiram US$ 78,58 por barril. No mesmo momento, o índice americano WTI teve avanço de 5,81%, chegando a US$ 74,54 por barril.
O agravamento da crise mostra a instabilidade do acordo preliminar assinado entre os 2 países, que vêm acumulando hostilidades recentes. O governo iraniano prometeu uma resposta devastadora e acusou os americanos de desrespeitarem o memorando de Islamabad, criado para dar fim à guerra. Na terça-feira, dia 7, o Ministério das Relações Exteriores do Irã já havia repudiado a atitude do Tesouro americano de cancelar a permissão de venda do produto iraniano.
Uma autoridade dos Estados Unidos defendeu a suspensão da licença comercial e classificou as atitudes do Irã na rota marítima como inaceitáveis. O clima de insegurança fez com que pelo menos 4 navios tanque de gás e petróleo desistissem de atravessar o Estreito de Ormuz até a manhã desta quarta-feira.
Para agravar o cenário de instabilidade, dados recentes apontam que as reservas estratégicas da commodity nos Estados Unidos atingiram o patamar mais baixo desde o ano de 1983, o que deixa o setor vulnerável a futuras crises de abastecimento.
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