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Queda nas importações e dólar baixo reduzem arrecadação de impostos no Amazonas

Estado registra recuo real de 1,23% nos cinco primeiros meses de 2026, mas governo projeta recuperação com o recente aumento na entrada de mercadorias estrangeiras

A arrecadação de impostos no Amazonas apresentou uma redução real de 1,23% de janeiro a maio de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas, o montante recolhido chegou a R$ 8,5 bilhões. Embora o valor represente um crescimento nominal de 3,43%, a inflação de 4,72% acumulada nos últimos 12 meses corroeu o avanço e provocou a queda real na receita. Somente em maio, o Estado obteve R$ 1,7 bilhão, sendo 85% desse valor proveniente do ICMS, impulsionado principalmente pelos setores da indústria e do comércio.

O governador Roberto Cidade destacou no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 que o resultado negativo foi provocado pela diminuição de 22% no segmento de insumos importados e de 26% na área de combustíveis. O vice-governador Serafim Corrêa detalhou que essa retração possui relação direta com a cotação do dólar, que caiu da casa de R$ 6,67 em 2025 para cerca de R$ 5,15 neste ano. Como o Polo Industrial de Manaus adquire grandes volumes do exterior, a moeda mais barata reduz a base de cálculo do ICMS, afetando os cofres do Estado.

Apesar da retração no imposto principal, o ICMS total registrou um avanço de 9% no quadrimestre graças a um pagamento atípico. A negociação das dívidas da antiga Amazonas Energia, vendida para a Âmbar Energia, gerou um recolhimento extraordinário em março.

A receita estadual com a dívida ativa saltou de uma média de R$ 4,6 milhões para R$ 687,9 milhões, além de arrecadar R$ 68 milhões em multas e juros. Esse panorama fiscal difere das expectativas traçadas no ano passado, quando o então governador Wilson Lima reduziu o IPVA em 50% apostando no forte aquecimento econômico e na atração de novos projetos bilionários.

Para o futuro próximo, o governo estadual mantém uma perspectiva de estabilidade. O vice-governador informou que as importações voltaram a crescer durante abril e maio, e o impacto positivo dessa movimentação financeira será sentido nos balanços de junho e julho. Até a publicação das informações, a Sefaz não havia respondido aos questionamentos da imprensa sobre as medidas adotadas para manter os serviços públicos diante da redução nas receitas.

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