Carregando agora

Republicanos oficializa neutralidade na disputa pela Presidência

Falta de aliança partidária inviabiliza indicação de vice e tira tempo extra de TV dos candidatos.

O partido Republicanos definiu por unanimidade, durante convenção nacional na terça-feira (4), que não vai apoiar oficialmente nenhum candidato nas eleições presidenciais deste ano. A sigla optou por não lançar candidatura própria e ficar de fora de qualquer coligação na disputa majoritária.

Uma consulta prévia mostrou que 17 diretórios estaduais votaram pela independência, 9 defenderam apoio ao senador Flávio Bolsonaro e 1 preferiu Luiz Inácio Lula da Silva.

Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, declarou que fará campanha pessoal para Flávio Bolsonaro, mas enfatizou a necessidade de respeitar a decisão da maioria da legenda.

Na prática, a falta de uma coligação formal significa que o senador não terá direito ao tempo de televisão do partido, embora os diretórios estaduais tenham liberdade para apoiá-lo de forma independente.

A resolução do partido também impediu que a economista Daniella Marques, recém-filiada ao Republicanos, fosse indicada como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Ela era vista como um nome estratégico para dialogar com o mercado financeiro e atrair o eleitorado feminino.

O presidente da sigla elogiou a competência administrativa e econômica de Daniella, mas confirmou que a ausência de uma coligação inviabiliza sua candidatura ao cargo neste pleito.

Com a neutralidade do Republicanos, Flávio Bolsonaro tem até a quarta-feira (5), data de encerramento das convenções partidárias, para definir outro nome para compor sua chapa.

O registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral deve ocorrer até o dia 15 de agosto. Sobre o tema, Marcos Pereira destacou que a escolha do vice deve ser uma decisão estritamente pessoal, garantindo assim o conforto do candidato principal.

Share this content:

Publicar comentário