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Greve das rotas trava acessos ao Distrito Industrial e prejudica transporte de cargas em Manaus

Paralisação atingiu pontos estratégicos, como a Bola da Suframa e a Bola da Samsung, provocando congestionamentos e atrasos na circulação de trabalhadores, caminhões e carretas nesta quinta-feira (20)

A greve dos motoristas do transporte fretado causou uma manhã de transtornos nos principais acessos ao Polo Industrial de Manaus nesta quinta-feira (20). A concentração de veículos e trabalhadores em pontos estratégicos comprometeu o trânsito e dificultou não apenas a chegada dos funcionários às fábricas, mas também a circulação de caminhões e carretas responsáveis pelo transporte de cargas.

Os maiores impactos foram registrados na região da Bola da Suframa e da Bola da Samsung, dois dos principais corredores de entrada e saída do Distrito Industrial. Filas de veículos e pontos de retenção aumentaram o tempo de deslocamento e prejudicaram motoristas que precisavam acessar fábricas, transportadoras, pátios e áreas de carga e descarga.

A Avenida Grande Circular também foi afetada. Em outros pontos da cidade, houve mobilizações nas avenidas Max Teixeira, Torquato Tapajós e Pedro Teixeira, além da cabeceira da Ponte Rio Negro. Segundo o sindicato da categoria, a paralisação alcançou 12 pontos de Manaus.

No Distrito Industrial, o problema ganhou uma dimensão ainda maior porque as mesmas vias utilizadas pelos ônibus fretados também concentram diariamente um intenso fluxo de veículos pesados. Com os acessos congestionados, caminhões e carretas enfrentaram dificuldades para entrar e sair da região, comprometendo horários de entrega, coleta e movimentação de mercadorias.

A paralisação também deixou trabalhadores sem transporte desde as primeiras horas da manhã. Muitos foram surpreendidos nos pontos de embarque e precisaram aguardar orientações das empresas ou buscar outras formas de chegar ao trabalho.

O movimento foi mantido depois que uma reunião realizada nesta quarta-feira (19) terminou sem acordo entre representantes dos trabalhadores e das empresas. A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran).

Além de um reajuste maior, os trabalhadores reivindicam redução da jornada, melhoria no auxílio-alimentação ou lanche e melhores condições de trabalho. A mobilização é conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial).

Até a última atualização, não havia previsão para a normalização completa das rotas. Também não foi divulgado um levantamento oficial sobre os prejuízos causados à movimentação de cargas, mas os congestionamentos nos principais corredores do Polo Industrial já afetavam a rotina logística das empresas e dos profissionais que dependem desses acessos.

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