Lula e Trump conversam por telefone e negociam reunião sobre tarifas comerciais
Presidente brasileiro contestou acusações americanas sobre produtos nacionais, e ambos também debateram combate ao crime e crises internacionais.
Em telefonema realizado na manhã desta sexta-feira, dia 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordaram em agendar um novo encontro entre suas equipes para discutir as tarifas impostas a produtos brasileiros.
A ligação ocorreu após Washington oficializar uma taxa de 25% sobre diversos itens do Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Durante o diálogo, Lula afirmou que as justificativas da medida americana, que envolvem alegações sobre desmatamento, propriedade intelectual, Pix e trabalho forçado, são totalmente infundadas.
Diante disso, Trump reconheceu a importância de manter laços comerciais fortes entre as duas nações e propôs a retomada imediata do diálogo diplomático.
Além das pautas econômicas, o chefe de Estado brasileiro manifestou interesse na cooperação bilateral para o combate ao crime organizado.
Lula explicou que as facções criminosas provocam impacto direto na vida das populações mais vulneráveis, contudo destacou que esses grupos não devem ser enquadrados como organizações terroristas, já que o Brasil possui estrutura própria para enfrentá-los.
O presidente americano mostrou disposição para reforçar a parceria e indicou que mobilizará autoridades de alto escalão para conduzir as tratativas nessa área.
Por fim, os dois líderes analisaram o cenário internacional e os conflitos na Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, e no Irã, deflagrado em fevereiro deste ano. Ambos concordaram com a urgência de uma solução negociada para a guerra entre Rússia e Ucrânia, que caminha para quase 5 anos de duração.
Diante das perspectivas apresentadas por Trump sobre o Oriente Médio, Lula lamentou a falta de atuação do Conselho de Segurança da ONU e sugeriu a realização de uma reunião extraordinária do órgão para buscar alternativas diplomáticas para as crises globais.
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