Bancários iniciam greve nacional de 24 horas nesta quinta-feira
Profissionais rejeitam oferta patronal e exigem reajustes salariais concretos além de melhores condições de trabalho nas agências.
Os bancários de diversas regiões do Brasil cruzam os braços por 24 horas a partir desta quinta-feira, dia 20. A paralisação foi decidida após a categoria não aceitar as condições oferecidas pela Federação Nacional dos Bancos, a Fenaban. As rodadas de negociação, que ocorreram ao longo da semana, devem ser retomadas na próxima segunda-feira, dia 24.
O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região apontou que as instituições financeiras falharam em apresentar um índice de reajuste para salários e demais verbas, descumprindo um compromisso assumido anteriormente.
Diante disso, quase 90% dos profissionais paulistas aprovaram a suspensão das atividades. A categoria cobra aumento real, valorização da PLR e dos tíquetes, além de exigir a manutenção dos postos de trabalho, o fim do fechamento de agências e o combate às metas abusivas que causam o adoecimento dos empregados. A liderança sindical ressalta que não aceitará propostas sem avanços práticos nas pautas consideradas essenciais.
A mobilização também ganhou forte adesão em outros estados. No Rio de Janeiro, o cenário foi de ampla rejeição à proposta da Fenaban, com 1760 dos 1808 participantes votando contra, restando apenas 28 aprovações e 20 abstenções.
Sobre a deflagração da greve, 1709 cariocas foram favoráveis, 32 votaram contra e 67 se abstiveram. O movimento de paralisação também foi encampado pelos sindicatos de Belo Horizonte e da Bahia, que classificaram a oferta atual dos bancos como inaceitável.
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