Gilmar Mendes classifica como equívoco discurso de Impeachment no STF por candidatos ao Senado
Decano da Corte afirma que eleitos enfrentarão barreiras institucionais para cassar ministros e evita avaliar cenários eleitorais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes classificou no dia 19 como um equívoco a postura de candidatos de direita ao Senado que utilizam a defesa do impeachment de integrantes da Corte como pauta de campanha.
Segundo o decano do tribunal, embora a proposta sirva para atrair eleitores conforme indicam pesquisas de opinião, a efetivação dessa medida encontrará fortes barreiras no ambiente institucional.
A declaração ocorreu durante a abertura da 5ª edição do Fórum Saúde, evento promovido em Brasília pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil.
Na ocasião, o ministro ressaltou que existe uma grande distância entre a intenção do discurso e a execução prática, prevendo que qualquer parlamentar eleito com essa promessa terá imensas dificuldades para levá-la adiante.
Ao ser questionado sobre possíveis riscos à Corte caso o senador Flávio Bolsonaro seja eleito para a Presidência da República, Gilmar Mendes declarou que não trabalha com especulações de cenários futuros.
O parlamentar do PL do Rio de Janeiro busca articular apoio no Senado para formar maioria a partir de 2027 e viabilizar a destituição de magistrados, processo que depende da aprovação de pelo menos 54 dos 81 senadores.
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