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Ministério Público pede impugnação da candidatura de Adjuto Afonso

Deputado estadual do Amazonas enfrenta ação no tribunal eleitoral após condenação definitiva por repassar valores acima do limite legal em eleições passadas.

O Ministério Público Eleitoral solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas o indeferimento da candidatura de Adjuto Rodrigues Afonso, do partido União Brasil, que tenta a reeleição para o cargo de deputado estadual.

A medida é motivada por uma condenação irrecorrível relacionada a doações financeiras irregulares feitas durante o pleito de 2020, cuja decisão final ocorreu no dia 10 de março de 2025.

As análises da Procuradoria Regional Eleitoral revelam que o limite de repasse permitido para o então doador era de R$ 57.356,10. Contudo, ele destinou R$ 75.000,00 para campanhas, excedendo a cota em 30,76%.

Além disso, o órgão destacou que o montante doado correspondeu a 21,92% de todo o recurso financeiro movimentado pela campanha favorecida, que obteve o total de R$ 342.200,00.

O pedido de impugnação foi protocolado no dia 18 de agosto de 2026 pelo procurador Edmilson da Costa Barreiros Júnior. O procurador argumenta que a violação é grave e desequilibra a disputa eleitoral, enquadrando o candidato na Lei Complementar 64/1990, que prevê inelegibilidade de 8 anos para responsáveis por doações ilegais consideráveis.

O órgão aguarda a defesa do político e pede que o registro seja negado de forma definitiva. A equipe do parlamentar foi contatada para comentar o caso, mas não encaminhou resposta até a publicação deste texto.

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