MP investiga aumento nos preços do combustível em Manaus
Inquérito busca identificar se houve alinhamento de valores e cobranças abusivas nas bombas durante o primeiro semestre de 2026.
A 51ª Promotoria de Justiça do Amazonas abriu um inquérito no dia 4 de agosto de 2026 para apurar possíveis abusos nos valores cobrados pelos postos de combustíveis de Manaus.
O foco principal da ação é investigar os aumentos aplicados ao longo do primeiro semestre do ano. O órgão quer entender se os comerciantes subiram os preços sem uma justificativa real, uma prática rigorosamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Além de observar a alta isolada, a investigação busca descobrir se ocorreu um alinhamento de preços entre as empresas, situação que prejudica a livre concorrência e o bolso do cidadão.
Para confirmar as suspeitas, o Ministério Público vai mapear toda a cadeia de abastecimento, cruzando os custos de compra, distribuição e revenda.
Caso os indícios de irregularidades sejam comprovados, medidas judiciais ou punições diretas poderão ser aplicadas contra os administradores dos estabelecimentos.
Dados recentes do Procon Manaus coletados em julho ilustram o cenário de instabilidade encontrado pelos motoristas. A gasolina comum registrou cobranças entre R$ 6,99 e R$ 7,29, enquanto a versão aditivada variou de R$ 6,99 a R$ 7,39.
O diesel S500 foi encontrado na mesma faixa da aditivada e o diesel S10 custou de R$ 6,88 a R$ 7,59, sendo este último o único a apresentar uma leve queda de 1,43% no seu valor mínimo em comparação ao mês de junho. O etanol manteve total estabilidade na cidade, sendo comercializado na faixa fixa de R$ 4,89 a R$ 5,29.
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