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Sem acordo salarial, greve dos rodoviários chega ao 3º dia em Manaus

Paralisação mantém 80% da frota nas ruas enquanto empresas e gestão pública divergem sobre repasses milionários.

A paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo em Manaus alcançou o 3º dia consecutivo nesta quarta-feira, 22. Os passageiros enfrentam frota reduzida na cidade, embora o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informe que cerca de 80% dos ônibus continuam circulando.

Por outro lado, a representação dos trabalhadores garante que o movimento só vai terminar quando os salários atrasados forem quitados. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, acusa as concessionárias de descumprirem os prazos combinados para o pagamento dos vencimentos.

Por sua vez, as empresas alegam que os atrasos salariais ocorrem devido à falta de repasses do Passe Livre Estudantil. O Sinetram afirma que existe uma dívida acumulada de R$ 90,1 milhões por causa do benefício, o que compromete o caixa das concessionárias.

No entanto, o prefeito de Manaus, Renato Júnior, declarou no dia 21 que a prefeitura não tem pendências financeiras com o setor em 2026, destacando o envio de cerca de R$ 284 milhões ao sindicato patronal neste ano. Na mesma data, o Governo do Amazonas divulgou ter repassado R$ 18 milhões para cobrir o período de fevereiro a julho de 2026.

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