Justiça dos EUA e defesa propõem julgamento de Nicolás Maduro para 2027
Ex-líder venezuelano participa de audiência em Nova York para definir o calendário do seu processo por tráfico de drogas.
O ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro comparece a um tribunal federal em Manhattan nesta quarta-feira, às 13h pelo horário de Brasília. Na terça-feira, dia 21, procuradores do Departamento de Justiça norte-americano e os advogados de defesa sugeriram conjuntamente que o julgamento do político inicie apenas em junho de 2027.
O documento serve como um planejamento inicial para um dos casos criminais de maior peso na história recente do país, mas o cronograma definitivo ainda será estabelecido pelo juiz distrital Alvin Hellerstein.
A captura do político e de sua esposa, Cilia Flores, aconteceu em janeiro de 2026 por meio de uma operação noturna das forças especiais americanas na cidade de Caracas. Os 2 foram levados para os Estados Unidos, onde permanecem detidos em uma penitenciária no Brooklyn e se declaram inocentes.
A proposta enviada ao tribunal prevê que a equipe de defesa apresente a 1ª rodada de recursos até o dia 2 de setembro. A estratégia jurídica deve incluir um pedido de arquivamento das acusações com o argumento de que o cliente possui imunidade processual por ter sido chefe de uma nação soberana.
Uma 2ª fase de recursos está planejada para o dia 11 de janeiro, logo após a promotoria liberar as provas sigilosas aos advogados. No comando da Venezuela de 2013 até a sua captura, Maduro se declarou um prisioneiro de guerra em uma audiência realizada no dia 5 de janeiro e acusa o governo americano de tramar a sua queda para dominar as reservas de petróleo locais.
Para os Estados Unidos, ele é um ditador corrupto que arruinou a economia e manipulou as eleições de 2018 e 2024, fato que fez as autoridades americanas suspenderem o reconhecimento oficial do seu mandato no ano de 2019.
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