Suprema Corte amplia poder de Trump sobre agências independentes
Decisão histórica permite demissão em comissão de comércio, enquanto tribunal barra interferência no banco central e mantém condenação judicial
A Suprema Corte dos Estados Unidos revogou um precedente histórico do ano de 1935 e concedeu ao presidente Donald Trump a autoridade para demitir membros de agências reguladoras independentes. Com placar de 6 a 3, a decisão da maioria conservadora validou a destituição de Rebecca Slaughter da comissão responsável por regular a concorrência no país ocorrida no ano passado. Nas redes sociais, o chefe do Executivo celebrou o feito inédito.
Apesar da vitória, o tribunal impôs derrotas ao republicano na mesma segunda-feira, dia 29. Por 5 votos a 4, os magistrados impediram Trump de destituir a diretora do banco central americano, Lisa Cook. A medida havia sido anunciada em agosto de 2025 e seria um ato inédito desde 1913. Com a mesma margem de 5 a 4, a Corte também validou leis estaduais que autorizam a contagem de cédulas enviadas pelo correio e recebidas após o dia do pleito nas eleições de novembro, derrubando uma determinação de instância inferior sobre as regras do estado do Mississippi.
No âmbito pessoal, a Justiça também rejeitou o recurso do presidente norte-americano para anular a condenação do ano de 2023 por abuso sexual e difamação contra a escritora E. Jean Carroll. Com o esgotamento total dos recursos judiciais, o governante será obrigado a pagar a indenização estipulada no valor de US$ 5.000.000, quantia que equivale a R$ 25.800.000.
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