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Exportações de petróleo e gás no Oriente Médio resistem à crise no Estreito de Ormuz

Apesar de recentes ataques a navios e tensões entre Estados Unidos e Irã, produtores da região mantêm o fluxo de cargas ativo

Os produtores do Oriente Médio continuam exportando petróleo e gás natural liquefeito normalmente, mesmo após os recentes ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, canal responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o combustível consumido no mundo.

O volume de transporte sofreu uma leve queda após investidas contra 1 navio de contêineres na quinta-feira e 1 petroleiro no sábado. Contudo, no domingo (28), uma autoridade norte-americana confirmou que Estados Unidos e Irã firmaram um acordo para suspender as hostilidades e retomar as negociações diplomáticas sobre a via comercial.

As operações marítimas seguem ativas na região. Na segunda-feira (29), 1 superpetroleiro com capacidade para 2 milhões de barris foi detectado carregando no terminal de Ras Tanura, na Arábia Saudita. A movimentação aconteceu 1 dia após a queda de 1 helicóptero da empresa, acidente que deixou 14 mortos e ainda tem causas desconhecidas. Outros 3 navios de grande porte deixaram o terminal no fim de semana operando de forma oculta, desligando os sistemas de rastreamento para mitigar riscos de bombardeios.

Apenas 1 deles reapareceu nos radares posteriormente e segue viagem rumo ao Japão. Além disso, 2 embarcações atracaram nos Emirados Árabes Unidos no domingo para buscar óleo cru. As estatais Saudi Aramco e Abu Dhabi National Oil Company não quiseram detalhar suas operações.

Favorecido por uma suspensão de 60 dias das sanções norte-americanas, o Irã também intensificou o escoamento de seus produtos. No sábado (27), o país realizou carregamentos simultâneos na ilha de Kharg, e superpetroleiros de bandeira iraniana foram vistos cruzando o estreito. No mesmo período, cerca de 8 milhões de barris provenientes do Catar e dos Emirados Árabes Unidos também foram movimentados. O mercado global acompanha esse cenário com cautela, visto que a região do Golfo responde por aproximadamente 1/3 da oferta mundial de petróleo.

O barril do tipo Brent havia registrado queda de 10,6% na semana passada, mas voltou a encarecer na segunda-feira em reflexo aos ataques do fim de semana. Especialistas do setor avaliam que os valores atuais estão razoáveis, mas alertam que uma escalada violenta do conflito deixaria os preços defasados rapidamente.

No setor de gás natural liquefeito, o cenário também indica continuidade comercial. Desde o dia 26 de junho, os dados de monitoramento apontam o fluxo ininterrupto de embarcações operando a oeste do estreito. Cargueiros cheios partiram de terminais do Catar e dos Emirados Árabes Unidos com diversos destinos programados.

O navio Al Kharaitiyat navega em direção ao Kuwait, a embarcação Mraweh tem entrega prevista na Índia para o dia 5 de julho e o navio Al Hamla deve atracar na China no dia 3 de julho. A QatarEnergy não se manifestou publicamente sobre o andamento de seus embarques.

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