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Irã descarta negociação com EUA apesar de pausa em conflito

Porta-voz do país nega diálogo direto e critica postura do governo americano na guerra do Oriente Médio.

O governo do Irã negou nesta segunda-feira (27) a existência de negociações de paz com os Estados Unidos a respeito da guerra no Oriente Médio, mesmo com uma recente diminuição nos combates.

O conflito armado teve início no dia 28 de fevereiro e já resultou em milhares de mortes na região. Apesar de um acordo preliminar em junho e de um cessar-fogo anterior, os ataques voltaram a ocorrer no início de julho, sendo interrompidos apenas na madrugada de sábado.

O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, declarou no domingo que o governo dos Estados Unidos paralisou suas ofensivas para abrir espaço para o diálogo promovido pelo presidente Donald Trump. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, rejeitou qualquer conversa em andamento.

Ele afirmou que os supostos pedidos de negociação pelo Irã são invenções e comparou o comportamento americano a um grupo mafioso que ignora as leis internacionais, inviabilizando um processo de paz razoável no momento.

A guerra também gerou fortes impactos na economia global devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, via estratégica responsável pelo trânsito de 20% do comércio mundial de petróleo e gás.

O governo iraniano planeja cobrar pedágio pela passagem de embarcações e confirmou que realizou reuniões recentes exclusivas com Omã para discutir a gestão da área, sem qualquer envolvimento americano.

Em resposta, os Estados Unidos retomaram o bloqueio aos portos do Irã. A situação no estreito segue tensa, com a Guarda Revolucionária iraniana forçando o retorno de 6 navios que tentavam utilizar rotas não autorizadas.

Com a breve pausa nas hostilidades diretas, os preços do petróleo registraram queda. O barril de Brent passou a ser negociado a 89,18 dólares, enquanto o WTI caiu para 83,15 dólares.

As monarquias do Golfo não registraram ataques iranianos no domingo e na manhã de segunda-feira, mas a tensão regional continua evidente.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita precisou agir na tarde desta mesma segunda-feira para interceptar e destruir drones lançados do território do Iraque contra as suas instalações petrolíferas.

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