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Durigan cobra apresentação de plano de corte de gastos logo após as eleições

Com dívida em 81,1% do PIB, ministro da Fazenda defende foco no enxugamento de despesas para conter a alta das contas públicas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (27/7) que a próxima gestão federal apresente um plano detalhado de corte de gastos logo após o período eleitoral. A iniciativa visa conter o avanço acelerado da dívida pública brasileira, que em julho atingiu a marca de 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), somando R$ 10,6 trilhões.

De acordo com o ministro, as ações precisam ser divulgadas antes da posse do próximo mandato para entrarem em execução a partir de 2027.

Durigan ressaltou que o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentrou seus esforços fiscais no aumento da arrecadação. No entanto, o próximo ciclo precisará focar na redução contínua das despesas obrigatórias, buscando uma economia equivalente a 2 pontos percentuais do PIB.

Para viabilizar esse movimento, o economista aponta a necessidade de aprimorar a aplicação dos pisos orçamentários das áreas de saúde e educação, abrindo espaço orçamentário para investimentos de grande relevância no desenvolvimento do país.

O chefe da pasta econômica também manifestou preocupação com a aprovação legislativa das chamadas pautas-bomba, que adicionam novos custos permanentes sem definir a origem dos recursos. Ele sugeriu que o Supremo Tribunal Federal atue como um órgão moderador para impedir que essas propostas rompam os limites das diretrizes fiscais.

O equilíbrio dessas medidas é considerado fundamental para o cumprimento da meta fiscal definida para 2026, que prevê um superávit primário de 0,25% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 34 bilhões, com uma margem de variação aceitável de 0,25 ponto percentual.

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