Mais de duzentos amazonenses entram na lista de contas irregulares do TCU
Tribunal Superior Eleitoral usará a relação de gestores públicos para julgar os registros de candidaturas nas eleições de outubro
O Tribunal de Contas da União enviou ao Tribunal Superior Eleitoral um documento reunindo os gestores que tiveram suas contas rejeitadas de forma definitiva nos últimos oito anos. No Amazonas, pelo menos duzentas e cinco pessoas aparecem nessa relação, que será utilizada pela Justiça Eleitoral para avaliar os pedidos de candidatura no pleito deste ano.
A capital Manaus concentra a maior parte da lista estadual, somando cento e dez nomes. Na sequência, Tabatinga apresenta sete registros, enquanto Manacapuru, São Gabriel da Cachoeira e Tefé possuem cinco cada. Apuí e Parintins têm quatro mencionados. Municípios como Careiro, Eirunepé, Humaitá, Itacoatiara e Santa Isabel do Rio Negro aparecem com três apontamentos.
A relação também inclui cidades com dois registros, sendo elas Anori, Atalaia do Norte, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Coari, Envira, Iranduba, Juruá, Lábrea, Manicoré, Pauini, Rio Preto da Eva, Silves e Urucurituba. Já com apenas um caso catalogado estão Alvarães, Amaturá, Anamã, Autazes, Barcelos, Boca do Acre, Caapiranga, Carauari, Fonte Boa, Guajará, Itamarati, Itapiranga, Japurá, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, São Paulo de Olivença, Tapauá e Urucará.
No cenário nacional, o levantamento contém aproximadamente seis mil e cem cidadãos com gestões reprovadas, incluindo prefeitos, vereadores e outros servidores. O órgão fiscalizador explica que as punições ocorreram por motivos graves, como desvio de recursos públicos, prejuízos financeiros aos cofres governamentais, ausência de prestação de contas e repetidos descumprimentos de ordens judiciais.
Apesar de constarem no documento, os políticos e agentes públicos listados não se tornam inelegíveis de maneira imediata. Caberá exclusivamente à Justiça Eleitoral analisar a situação individual de cada um, aplicando as regras vigentes na Lei da Ficha Limpa. Os eleitores irão às urnas no mês de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais e federais, havendo a possibilidade de um segundo turno para os cargos do poder executivo.
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