Ação da Polícia Federal na casa de Bolsonaro busca armamentos e termina sem apreensões
Operação durou 1 hora e 30 minutos, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e gerou forte reação dos familiares do ex-presidente.
Nesta quarta-feira, dia 8, agentes da Polícia Federal realizaram uma diligência na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A ação teve como alvo principal a busca por armas, munições e documentações de registro. O procedimento ocorreu após o Exército relatar que não sabia o paradeiro de 2 armamentos registrados no nome do político.
Os policiais permaneceram no imóvel por cerca de 1 hora e 30 minutos, mas não localizaram os itens procurados. A notícia da varredura foi divulgada primeiramente pela defesa do ex-presidente e confirmada logo depois por fontes ligadas à investigação. O mandado judicial foi expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
O episódio provocou críticas públicas dos filhos do político. Carlos Bolsonaro utilizou as redes sociais para definir a situação como perseguição, injustiça e tortura. Em uma transmissão em vídeo, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, também condenou a medida judicial. Ele relatou que os agentes pediram para sua irmã adolescente sair do quarto durante as buscas, o que gerou grande desconforto familiar.
Na avaliação de Flávio, a ordem de Moraes funcionou como uma manobra para desviar a atenção do noticiário. O parlamentar argumentou que a operação tenta criar uma cortina de fumaça para ofuscar sua viagem aos Estados Unidos, onde trabalha para tentar barrar o aumento de tarifas planejado pela gestão de Donald Trump.
Ele ainda frisou que os advogados de seu pai já haviam enviado todos os dados sobre os armamentos de forma transparente ao Supremo Tribunal Federal desde a última sexta-feira.
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