Eleições 2026: candidatos gastaram R$ 11 bilhões em campanhas
Levantamento da CNN com dados do TSE mostra que doações a outros candidatos e partidos lideraram as despesas
Os candidatos gastaram R$ 11,03 bilhões nas eleições deste ano, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgados até sexta-feira (30). O valor é R$ 2,36 bilhões menor que o registrado em 2022. O levantamento considera campanhas à Presidência, ao Senado, à Câmara e às assembleias estaduais e distritais.
O principal gasto foi com doações financeiras a outros candidatos e partidos, que somaram R$ 5,72 bilhões, cerca de 52% do total. Em seguida aparecem a publicidade por materiais impressos (R$ 976 milhões), serviços de terceiros (R$ 795 milhões), militância e mobilização de rua (R$ 662 milhões) e despesas com pessoal (R$ 538 milhões).
Para a advogada eleitoral Mariana Steinmetz, a queda se explica em parte porque 21 estados definiram o governador no primeiro turno, o que evitou gastos com uma segunda etapa. Ela lembra ainda que os candidatos podem declarar despesas até a primeira quinzena de novembro, o que pode elevar o total. Pela lei, os gastos do primeiro turno devem ser declarados até 3 de novembro, e os do segundo turno, até o dia 14.
Entre as plataformas digitais, o Facebook, da Meta, foi a que mais recebeu recursos, com R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos, ligados ao impulsionamento de candidaturas. O valor representa alta de 272% sobre 2022, quando a empresa recebeu R$ 129 milhões.
Já o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), o chamado fundão, somou R$ 4,91 bilhões. PL (R$ 882 milhões), PT (R$ 615 milhões) e União Brasil (R$ 526 milhões) ficaram com as maiores fatias. O fundo partidário, de R$ 5 bilhões, foi dividido entre 30 siglas.
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