EUA aceitam debater novas tarifas comerciais com o Brasil na OMC
Governo norte-americano respondeu positivamente ao pedido brasileiro para avaliar as sobretaxas aplicadas contra produtos nacionais.
O governo dos Estados Unidos confirmou que está disponível para debater as recentes tarifas comerciais aplicadas contra produtos brasileiros na Organização Mundial do Comércio.
O Brasil havia oficializado a solicitação no dia 27 de julho, questionando as taxas de 25% e 12,5% estipuladas pela administração do presidente Donald Trump.
Em um documento oficial, a gestão norte-americana destacou que aguarda a definição de uma data em comum acordo com os representantes do país para iniciar as consultas diplomáticas.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil argumenta que as cobranças, amparadas pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, são unilaterais, discriminatórias e desrespeitam os compromissos assumidos internacionalmente.
Nos bastidores, a diplomacia brasileira reconhece que a medida possui um alcance limitado na prática, funcionando muito mais como um registro jurídico e político contra a atitude norte-americana. A ação também reforça a postura nacional na defesa do diálogo e de soluções multilaterais para conflitos globais.
Apesar de não constar na denúncia formal, o governo do presidente Lula e o chanceler Mauro Vieira declararam publicamente que o aumento das taxas possui motivação estritamente política.
Segundo as autoridades brasileiras, os Estados Unidos simplesmente ignoraram todos os critérios técnicos que já haviam sido apresentados pelo Brasil durante as rodadas de negociações anteriores.
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