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China se alia ao Brasil na OMC contra tarifas impostas pelos EUA

Governo chinês alega interesse comercial nas medidas americanas e pede para participar das consultas iniciadas pela diplomacia brasileira.

A China formalizou nesta segunda-feira, dia 10, o pedido de autorização para integrar as consultas da Organização Mundial do Comércio sobre as taxas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos do Brasil.

O governo de Pequim justificou a solicitação afirmando possuir interesse comercial substancial na disputa, visto que uma das sanções questionadas também afeta as exportações de origem chinesa.

A movimentação ocorre após o governo brasileiro acionar o órgão internacional contra as alíquotas de 25% e 12,5% implementadas pela gestão de Donald Trump. A diplomacia nacional sustenta que as imposições são unilaterais, discriminatórias e ferem os compromissos assumidos na organização.

Na mesma data, os Estados Unidos aceitaram o chamado do Brasil e se colocaram à disposição para debater o tema. As cobranças norte-americanas justificam-se sob a alegação de práticas econômicas desleais e fiscalização de itens associados ao trabalho forçado.

O ingresso do país asiático não significa a abertura de um processo independente contra Washington, mas garante aos chineses o direito de acompanhar os debates que representam a 1ª etapa de solução de controvérsias da entidade.

Essa fase busca promover uma negociação pacífica antes da eventual criação de um painel julgador. A participação da China adiciona peso à reclamação e amplia a repercussão global contra a política comercial adotada por Trump.

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