Democratas vencem as midterms e controlam o Congresso dos EUA
Partido de oposição conquista Câmara e Senado, impõe derrota a Trump e deve testar a capacidade do presidente de governar nos próximos dois anos
O Partido Democrata garantiu, na madrugada desta quarta-feira (4), a maioria nas duas casas do Congresso americano. O resultado das eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, realizadas na terça-feira (3), é uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump.
No Senado, os democratas somavam 54 das 100 cadeiras até a última atualização, contra 44 dos republicanos, com 2 vagas indefinidas. Foram 20 senadores eleitos, 7 deles de virada. Na Câmara, o partido virou 25 cadeiras antes republicanas e tinha 228 deputados, contra 139 dos adversários, com 68 resultados pendentes. A maioria absoluta exige 218 das 435 cadeiras.
Em entrevista ao jornal “The New York Times”, Trump disse aceitar o resultado e esperar um entendimento com os democratas. O tom conciliador, porém, veio acompanhado de outro sinal: o presidente publicou a imagem de um boné vermelho com a palavra “veto”. Dias antes, ele já havia dito que se tornaria o “Sr. Veto” e que, depois de um ou dois meses, os democratas cederiam e fariam um acordo.
Os democratas também venceram em estados conservadores. No Texas, James Talarico derrotou Ken Paxton, apoiado por Trump. Na Carolina do Sul, Annie Andrews venceu Darline Graham, que concorria à vaga antes ocupada pelo irmão, Lindsey Graham. Em Ohio, Sherrod Brown derrotou o senador Jon Husted. Na Geórgia, Jon Ossoff foi reeleito.
Diferentemente do Brasil, o Congresso americano é renovado parcialmente a cada dois anos. Os deputados têm mandatos de 2 anos e os senadores, de 6. Por isso, nas eleições de meio de mandato, o país renova toda a Câmara e cerca de um terço do Senado.
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