Agentes dos EUA assumiram setores de aeroporto na saída de Flávio Bolsonaro
Casa Branca e secretário de Estado Marco Rubio negam participação na viagem do senador à Flórida
Agentes dos Estados Unidos teriam assumido o controle de áreas estratégicas do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, para acelerar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rumo à Flórida. A informação foi publicada pelo jornal argentino Clarín, que não foi confirmada de forma independente.
Segundo a reportagem, equipes americanas teriam substituído de maneira informal rotinas da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) e do controle de imigração local durante a madrugada do embarque. O episódio ocorre após a derrota de Flávio na eleição de 2026.
O jornal afirma que a operação envolveu comboios com placas adulteradas e articulação direta com o governo de Javier Milei. Ao menos 3 jatos particulares, contratados por meio de operadores estrangeiros, teriam sido usados, além de manobras de despiste com outras aeronaves entre a província de Misiones e os EUA.
Após a publicação, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o governo de Donald Trump não participou de qualquer facilitação institucional para a viagem. Ele sustentou que o senador entrou no país com visto regular.
Na Argentina, a oposição no Parlamento e congressistas democratas nos EUA já preparam pedidos formais para apurar se recursos ou equipes de agências federais foram mobilizados sem respaldo legal. No Brasil, o caso aumenta o atrito diplomático com a Argentina, principalmente pelos relatos de escolta oficial ao senador antes do embarque.
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