Carregando agora

Desenrola 3.0 pode renegociar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas

Bancos terão 5 dias úteis para apresentar carteiras à União, que pagará no máximo R$ 9 bilhões

As instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em dívidas antigas na primeira etapa do Desenrola 3.0, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quarta-feira (21).

O edital de chamamento de bancos, fundos e outras instituições será publicado nesta quinta-feira (22), dando início à habilitação de quem quiser vender carteiras de crédito à União. Os credores terão 5 dias úteis para informar o volume de débitos que pretendem oferecer.

Essa fase não é uma convocação para os consumidores renegociarem, e sim uma forma de medir o interesse dos credores e o volume de dívidas por faixa de renda.

O governo quer favorecer devedores de menor renda e microempreendedores individuais (MEIs), mas poderá comprar mais dívidas de alta renda se a oferta de baixa renda for menor que a prevista. O leilão está previsto para novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro.

Como o programa exige desconto mínimo de 90%, a União pagaria no máximo 10% do valor nominal, o que daria até R$ 9 bilhões se todo o montante fosse ofertado. O governo, porém, não precisa comprar todas as carteiras. Durigan disse que, dependendo do que for apresentado, poderá exigir descontos de 93% ou 95%, e a concorrência no leilão pode elevar esse percentual.

Entram dívidas de até R$ 10 mil, considerando o valor original, com atraso de 720 a 1.645 dias, de cartão de crédito rotativo e parcelado e de crédito pessoal sem consignação, de pessoas físicas e MEIs. No lançamento, em setembro, o governo estimava até R$ 150 bilhões em dívidas elegíveis, com desembolso de cerca de R$ 15 bilhões.

Depois do leilão, os débitos poderão ser renegociados com os devedores, com repasse dos descontos obtidos. O pagamento poderá ser à vista ou parcelado, com juros. Prazos e taxas dependem do Conselho Monetário Nacional (CMN), e os consumidores não precisam procurar os bancos por enquanto.

Durigan afirmou que o Desenrola 3.0 é uma política permanente, independentemente do resultado da eleição. Ele também criticou propostas de congelamento temporário de dívidas, que chamou de “uma espécie de calote generalizado no sistema financeiro”.

Share this content:

Publicar comentário