Dólar sobe e Ibovespa recua com pressão política e petróleo
Mercado acompanha impactos fiscais do reajuste do Bolsa Família e movimentações nos preços do petróleo no exterior
O dólar opera em alta nesta sexta-feira (18), enquanto o Ibovespa registra queda. Por volta das 11h50, a moeda americana avançava 0,43%, cotada a R$ 5,1608. No mesmo horário, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,77%, aos 184.557 pontos.
Na véspera, o dólar fechou em baixa de 0,24%, a R$ 5,1386, enquanto o Ibovespa subiu 0,24%, aos 185.992 pontos.
No mercado doméstico, investidores avaliam os possíveis efeitos fiscais do reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado pelo governo federal na quinta-feira (17). Economistas fizeram ressalvas à medida e apontaram possíveis impactos nas contas públicas, na inflação e nos juros. O cenário político e a divulgação de novos indicadores econômicos também permanecem no radar.
Com o reajuste, o benefício médio do Bolsa Família passará de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a ser pagos em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, caso haja segundo turno. Segundo o Ministério do Planejamento, a medida terá custo de R$ 5,8 bilhões em 2026 e impacto estimado de R$ 22,7 bilhões nas despesas de 2027.
O benefício não recebia reajuste desde o relançamento do programa, em março de 2023. Segundo o governo, o aumento corresponde à reposição da inflação acumulada desde o início da atual gestão até agosto deste ano e deve alcançar 19,3 milhões de famílias. A equipe econômica nega relação entre a medida e as eleições de 2026.
No exterior, os preços do petróleo também influenciam os negócios. Por volta das 11h40, o barril do Brent subia 0,07%, a US$ 104,89, enquanto o WTI avançava 1,32%, a US$ 103,26. A possibilidade de a Arábia Saudita enviar volumes adicionais da commodity por meio de Omã ajudou a reduzir preocupações sobre uma eventual interrupção no abastecimento.
O reajuste do Bolsa Família também passou a ser questionado no campo eleitoral. Apoiadores de Flávio informaram que pretendem recorrer à Justiça Eleitoral contra a medida. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a decisão foi tomada diante da avaliação de que havia espaço fiscal para o aumento.
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