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Dino amplia investigação sobre Master e veta apuração contra Mendonça

Ministro determinou que PF e CVM investiguem relações do banco com concessionárias de cemitérios de São Paulo, mas restringiu medidas que possam atingir ministro do STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (17) a ampliação das investigações sobre possíveis relações entre o Banco Master e empresas responsáveis pela administração de cemitérios por concessão da Prefeitura de São Paulo. Ao mesmo tempo, Dino proibiu que a Polícia Federal realize atos investigativos que possam atingir diretamente o ministro André Mendonça.

A decisão inclui nas apurações a concessionária Cemitérios e Crematórios SP, vinculada ao Grupo Maya, que não havia sido citada na determinação inicial. Dino também determinou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) priorize o levantamento de informações sobre fundos de investimento e empresas privadas que administram cemitérios na capital paulista. A CVM terá prazo de 15 dias para apresentar os dados.

Segundo a decisão, as investigações deverão se concentrar nas relações entre o Banco Master, empresas concessionárias de cemitérios e eventuais agentes dos Poderes Executivo e Legislativo. Dino afirmou que qualquer medida que possa atingir Mendonça deve ser tratada exclusivamente pelo presidente do STF, em conjunto com o colegiado da Corte.

O posicionamento ocorre após Dino encaminhar, na terça-feira (15), ao presidente do STF, Edson Fachin, informações sobre possíveis conexões envolvendo Mendonça, o setor de cemitérios privados e o Banco Master. Entre os elementos citados está um encontro entre Mendonça e Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, ocorrido em março de 2025.

A investigação está inserida em uma ação que discute a fiscalização e as condições das concessões dos serviços funerários, cemiteriais e de cremação em São Paulo. Em decisões anteriores, Dino determinou medidas de fiscalização e estabeleceu limites para tarifas cobradas pelas concessionárias, após identificar indícios de valores considerados abusivos.

A nova decisão também determina que sejam apuradas operações financeiras envolvendo o Banco Master e concessionárias do setor. Segundo informações apresentadas no processo, há registros de operações que somam R$ 78 milhões e envolvem empresas relacionadas ao grupo de Vorcaro.

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