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Selic cai no Brasil, juros sobem nos EUA

Copom levou a Selic para 13,75%, enquanto Fed aumentou os juros para até 4%; decisões podem influenciar dólar, crédito e investimentos no Brasil

A chamada “Superquarta” terminou com decisões opostas dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros americanos para a faixa entre 3,75% e 4%. A alta nos EUA foi a primeira desde julho de 2023.

No Brasil, o corte foi o 5º consecutivo e ocorreu em meio à desaceleração da atividade econômica e à inflação acumulada de 4,22% em 12 meses até agosto. O Copom, porém, não definiu qual será o próximo passo e indicou que as futuras decisões dependerão da evolução dos indicadores econômicos.

Nos Estados Unidos, a inflação continua acima da meta de 2%. O índice de preços ao consumidor acumulou alta de 3,4% em 12 meses até agosto, enquanto a atividade econômica também apresenta sinais de perda de ritmo. A decisão do Fed ocorreu ainda em um cenário de pressão sobre os preços de energia e de incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio.

As decisões podem chegar ao bolso do brasileiro principalmente por meio do câmbio e do crédito. Juros mais altos nos Estados Unidos podem aumentar a atratividade dos títulos americanos e influenciar o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil. Com isso, o dólar pode sofrer pressão, o que tende a encarecer produtos importados e insumos utilizados pela indústria brasileira.

O impacto sobre o consumidor, porém, não costuma aparecer imediatamente. A variação do câmbio pode levar semanas ou meses para chegar aos preços de produtos e serviços. Já no mercado de crédito, uma diferença menor entre os juros brasileiros e americanos pode reduzir o espaço para novos cortes da Selic, mantendo por mais tempo taxas elevadas em financiamentos, empréstimos e no crédito rotativo.

Outro ponto observado pelos investidores é o chamado diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic menor e a taxa americana maior, a diferença entre as duas taxas diminui, o que pode alterar a atratividade de investimentos em reais para investidores estrangeiros.

O comportamento do dólar, no entanto, não depende apenas das decisões dos bancos centrais. As condições das contas públicas brasileiras e as incertezas relacionadas ao cenário eleitoral também podem influenciar a moeda. Para avaliar a origem dos movimentos, analistas costumam comparar o desempenho do real com o de outras moedas de países emergentes.

Na manhã desta quinta-feira (17), o dólar abriu em queda, cotado a cerca de R$ 5,13, enquanto os mercados ajustavam suas posições após as decisões de juros. O movimento mostra que a reação imediata da moeda não depende apenas do aumento ou da redução das taxas, mas também da interpretação dos investidores sobre os próximos passos dos bancos centrais.Copom levou a Selic para 13,75%, enquanto Fed aumentou os juros para até 4%; decisões podem influenciar dólar, crédito e investimentos no Brasil

A chamada “Superquarta” terminou com decisões opostas dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. Enquanto o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros americanos para a faixa entre 3,75% e 4%. A alta nos EUA foi a primeira desde julho de 2023.

No Brasil, o corte foi o 5º consecutivo e ocorreu em meio à desaceleração da atividade econômica e à inflação acumulada de 4,22% em 12 meses até agosto. O Copom, porém, não definiu qual será o próximo passo e indicou que as futuras decisões dependerão da evolução dos indicadores econômicos.

Nos Estados Unidos, a inflação continua acima da meta de 2%. O índice de preços ao consumidor acumulou alta de 3,4% em 12 meses até agosto, enquanto a atividade econômica também apresenta sinais de perda de ritmo. A decisão do Fed ocorreu ainda em um cenário de pressão sobre os preços de energia e de incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio.

As decisões podem chegar ao bolso do brasileiro principalmente por meio do câmbio e do crédito. Juros mais altos nos Estados Unidos podem aumentar a atratividade dos títulos americanos e influenciar o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil. Com isso, o dólar pode sofrer pressão, o que tende a encarecer produtos importados e insumos utilizados pela indústria brasileira.

O impacto sobre o consumidor, porém, não costuma aparecer imediatamente. A variação do câmbio pode levar semanas ou meses para chegar aos preços de produtos e serviços. Já no mercado de crédito, uma diferença menor entre os juros brasileiros e americanos pode reduzir o espaço para novos cortes da Selic, mantendo por mais tempo taxas elevadas em financiamentos, empréstimos e no crédito rotativo.

Outro ponto observado pelos investidores é o chamado diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a Selic menor e a taxa americana maior, a diferença entre as duas taxas diminui, o que pode alterar a atratividade de investimentos em reais para investidores estrangeiros.

O comportamento do dólar, no entanto, não depende apenas das decisões dos bancos centrais. As condições das contas públicas brasileiras e as incertezas relacionadas ao cenário eleitoral também podem influenciar a moeda. Para avaliar a origem dos movimentos, analistas costumam comparar o desempenho do real com o de outras moedas de países emergentes.

Na manhã desta quinta-feira (17), o dólar abriu em queda, cotado a cerca de R$ 5,13, enquanto os mercados ajustavam suas posições após as decisões de juros. O movimento mostra que a reação imediata da moeda não depende apenas do aumento ou da redução das taxas, mas também da interpretação dos investidores sobre os próximos passos dos bancos centrais.

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