Governo define travas de R$ 10 bilhões para conter despesas, anuncia Durigan
Ministro da Fazenda destaca controle de gastos para 2027, defende subsídios aos combustíveis e aponta a taxa de juros de 14% como o principal desafio econômico.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira (17) que o governo já implementou mecanismos na legislação nacional para conter o avanço das despesas obrigatórias.
Durante uma conferência organizada pelo banco Santander em São Paulo, ele explicou que essas travas fiscais terão um impacto de aproximadamente R$ 10 bilhões e serão fundamentais para o controle das contas públicas a partir de 2027. O caminho, segundo o ministro, já está bem preparado para garantir a previsibilidade e a estabilidade econômica.
Apesar das medidas para conter gastos, Durigan ressaltou que a taxa de juros de 14% ao ano continua sendo o maior obstáculo financeiro do país. Como a política monetária não depende exclusivamente da equipe econômica, o foco do Estado tem sido gerenciar a condição fiscal de forma estrita.
O ministro destacou que o ajuste das contas precisa ser feito de maneira contínua, mas sem causar rupturas ou desestabilizar o ambiente social, principalmente pelo fato de 2026 ser um ano eleitoral. Para assegurar esse equilíbrio, a gestão aplicou um bloqueio orçamentário de R$ 17,4 bilhões neste ano, além de promover mudanças importantes na composição dos pisos constitucionais.
Outro assunto abordado na conferência foi o atual cenário geopolítico, fortemente marcado pela guerra entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio. A crise afetou o fornecimento global de petróleo, levando a Fazenda a criar subsídios para reduzir o impacto da alta nos preços dos combustíveis no mercado brasileiro.
Durigan negou que o auxílio à gasolina represente um risco explosivo às contas públicas e explicou que as negociações com os governos estaduais foram firmadas em ciclos de 2 meses. O objetivo da equipe econômica agora é monitorar o desenrolar do conflito externo para retirar os incentivos restantes de forma gradual, entregando a meta fiscal no fim do ano e projetando uma redução nos gastos com precatórios para o futuro.
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