Congresso entra em recesso e adia votação 6×1
Parlamentares deixam pautas prioritárias para o segundo semestre e preparam esforço concentrado antes das eleições.
O Congresso Nacional iniciou oficialmente seu período de recesso nesta sexta-feira, dia 17, sem dar andamento a propostas consideradas cruciais pelo governo federal.
Entre os principais projetos paralisados estão a Proposta de Emenda à Constituição que visa acabar com a escala de trabalho 6×1 e a PEC da Segurança Pública. Ambas as matérias sequer receberam despacho no Senado Federal antes da pausa dos parlamentares.
A volta aos trabalhos ocorrerá em agosto, mês que marcará o início de um semestre mais curto e pressionado pelas campanhas eleitorais.
Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta tentou acelerar a análise de diversos temas nas últimas semanas, mas não obteve sucesso na aprovação de muitos deles.
Projetos importantes continuam sem definição, como a ampliação do teto de faturamento do Microempreendedor Individual, que esbarra em divergências sobre o Simples Nacional.
Outros textos parados incluem o projeto sobre misoginia, travado por falta de consenso entre a bancada cristã e a relatora Tabata Amaral, a proposta relacionada aos combustíveis e a regulamentação da inteligência artificial.
O cenário no Senado Federal apresenta os mesmos atrasos. Sob a presidência de Davi Alcolumbre, a Casa conseguiu aprovar algumas medidas urgentes, mas adiou as discussões mais complexas.
Além das propostas já citadas, senadores e deputados ainda precisam analisar 91 vetos presidenciais. As duas últimas sessões conjuntas destinadas a esse fim precisaram ser canceladas porque não houve acordo entre a base governista e os líderes partidários.
Para tentar destravar a pauta antes do período eleitoral, Alcolumbre sinalizou que o Legislativo fará um esforço concentrado de votações. O planejamento prevê atividades intensas entre os dias 10 e 14 de agosto e, posteriormente, de 31 de agosto a 3 de setembro.
O avanço de todas essas propostas pendentes dependerá de uma articulação eficiente entre o governo, a oposição e as frentes parlamentares.
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