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Taxa da seca começa a ser cobrada em setembro no Amazonas

MSC e ONE anunciaram sobretaxas de até US$ 1,9 mil por contêiner devido à redução dos níveis dos rios

Empresas de navegação que operam no Amazonas começam a cobrar, a partir de 5 de setembro, a chamada “taxa da seca”. A medida ocorre diante da previsão de redução dos níveis dos rios, que pode dificultar a navegação e aumentar os custos para o transporte de mercadorias até Manaus.

A MSC Brasil informou uma sobretaxa de US$ 1.400 por contêiner seco e US$ 1.900 por contêiner refrigerado. A Ocean Network Express (ONE) também anunciou uma cobrança adicional de US$ 1.458 por contêiner em operações com Manaus. Segundo as empresas, os valores são temporários e estão relacionados aos custos adicionais provocados pela estiagem.

Com a redução da profundidade dos rios, navios maiores podem precisar diminuir a quantidade de carga transportada ou realizar operações de transbordo. O cenário pode aumentar o tempo das viagens e pressionar os custos de toda a cadeia logística, com possível impacto nos preços ao consumidor.

Para reduzir os efeitos da seca, o Grupo Chibatão planeja utilizar novamente um píer flutuante provisório durante o período mais crítico. A estrutura deve ser transferida de Manaus para Itacoatiara entre setembro e outubro, com previsão de início das operações em novembro.

A estratégia prevê o transbordo de cargas de navios para balsas, que possuem menor calado e conseguem navegar em trechos com menor profundidade. A operação deve gerar um custo adicional de aproximadamente R$ 80 milhões para o grupo.

A estrutura, utilizada anteriormente durante a estiagem de 2024, tem 277,5 metros de comprimento e 24 metros de largura e poderá realizar até sete movimentos de guindaste por hora.

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