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Plataforma digital mapeia projetos para alavancar a indústria nacional

Governo federal lança sistema para identificar gargalos econômicos e direcionar bilhões em investimentos para setores estratégicos do país.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços lançaram no Rio de Janeiro o Portal Investe Indústria Brasil. A novidade foi apresentada durante a comemoração dos 74 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no final do mês de junho. O objetivo central do sistema é rastrear projetos de investimento em cadeias produtivas fundamentais para a política da Nova Indústria Brasil, ajudando o governo a enxergar as dificuldades que travam novos negócios e a guiar as ações de suporte oficiais.

O projeto conta com a coordenação do ministério e a secretaria técnica da agência, unindo forças com órgãos como o próprio banco de desenvolvimento, a Financiadora de Estudos e Projetos e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Durante a cerimônia de lançamento, essas entidades firmaram um compromisso conjunto focado no Plano Mais Produção. Esse planejamento garante R$ 140 bilhões para apoiar propostas alinhadas aos propósitos industriais do país, quantia que faz os recursos totais da política econômica ultrapassarem a marca de R$ 750 bilhões.

Nesta primeira etapa de funcionamento, o portal aceitará exclusivamente cadastros ligados ao setor de fertilizantes. Em um segundo momento, a plataforma abrirá espaço para outras áreas vitais para a economia, englobando o complexo da saúde com foco em medicamentos e terapias, além de infraestrutura e mobilidade sustentável. A expansão também cobrirá a transformação digital voltada para inteligência artificial, a bioeconomia com combustíveis sustentáveis e minerais críticos, as cadeias agroindustriais e o setor de tecnologias de defesa.

Para participar, as empresas precisam registrar suas propostas informando o valor financeiro do investimento, a área de atuação e os principais obstáculos enfrentados para tirar a ideia do papel. A agência organizadora ficará encarregada de estruturar esses dados e repassar as demandas aos setores públicos responsáveis. É importante destacar que o ambiente virtual não funciona como um edital de seleção. O registro não garante a liberação automática de verbas, servindo essencialmente como um termômetro para mapear as necessidades do mercado e orientar a criação de políticas públicas eficazes.

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