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Base de Lula quer votar pautas-chave antes que a oposição assuma maioria no Congresso

Governistas e Centrão correm para aprovar PEC da Segurança, vaga no STF e mudanças eleitorais ainda em 2026

Parlamentares da base de Lula avaliam que o governo deve aproveitar os dois meses finais do ano para aprovar suas prioridades. O motivo é que o novo Congresso, eleito em 2026, terá maioria de oposição, o que dificultaria a tramitação dessas pautas a partir de 2027.

A PEC da Segurança Pública, que cria o Sistema Único de Segurança Pública, está pronta para votação no plenário do Senado e só foi travada por uma tentativa da oposição de incluir a redução da maioridade penal. Outra prioridade é indicar um novo nome ao STF para a vaga de Luís Roberto Barroso, já que Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado.

Como a aprovação exige 41 votos, a avaliação é que seria mais fácil agora. Rodrigo Pacheco é lembrado como nome de aprovação tranquila. Também será preciso definir um Orçamento de 2027 que comporte as promessas de campanha, com medidas de ajuste fiscal ou mudanças no arcabouço.

O Centrão também quer aproveitar o momento. Entre as propostas estão a PEC da maioridade penal, que prevê redução para 16 anos em crimes hediondos e já tramita de forma avançada na Câmara, e uma possível reforma do Judiciário, que inclui mandato para ministros do STF.

Os partidos ainda discutem mudar o sistema eleitoral, com modelos como o distrital misto, o distritão e a volta das coligações, para conter o avanço do PL.

Por trás dessa agenda está o interesse em manter Hugo Motta e Davi Alcolumbre à frente da Câmara e do Senado na eleição de fevereiro de 2027.

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