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Dólar recua e Bolsa sobe com dados dos EUA e agenda do Congresso

Investidores acompanham indicadores da economia americana e votações de medidas como o fim da taxa das blusinhas e da escala 6×1

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (3), enquanto o Ibovespa avançava, em um dia marcado pela divulgação de novos indicadores econômicos dos Estados Unidos e pela expectativa com votações no Congresso Nacional.

Por volta das 10h22, a moeda a mericana era negociada a R$ 5,0996, com baixa de 0,17%. No mesmo horário, o Ibovespa subia 1,27%, aos 187.553 pontos.

No mercado internacional, investidores acompanham dados da economia dos EUA e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. As informações podem ajudar a indicar os próximos passos da política de juros do país e influenciar os mercados globais.

Entre os indicadores divulgados nesta quinta-feira estão a balança comercial de julho e os pedidos semanais de seguro-desemprego. A expectativa é de aumento do déficit comercial americano, sinalizando que as importações podem ter superado as exportações no período.

No Brasil, a atenção também está voltada para a agenda do Congresso. Câmara e Senado analisam propostas relacionadas ao fim do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como taxa das blusinhas, além de medidas envolvendo mototáxi, mudanças no INSS e seguro rural.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado também analisa a PEC que propõe o fim da escala 6×1. O texto prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, além da garantia de 2 dias de descanso por semana, sendo 1 deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais. Depois de 14 meses, o limite seria reduzido para 40 horas. Caso seja aprovada na CCJ, a PEC seguirá para o plenário do Senado, onde precisará passar por 2 turnos de votação. Eventuais alterações fariam o texto retornar à Câmara.

Também está em discussão a medida provisória que extingue o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50. O parecer foi aprovado por uma comissão mista e precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado antes de 8 de setembro, quando a MP perde a validade.

A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), manteve a proposta de retirada do imposto e incluiu a previsão de avaliações periódicas dos efeitos da medida sobre indústria, comércio, emprego, renda e arrecadação. O ICMS, que é um imposto estadual, continuará sendo cobrado.

No exterior, os mercados também monitoram o relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll, que será divulgado na sexta-feira (4). O resultado pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve sobre os juros.

As tensões no Oriente Médio, envolvendo os conflitos entre Estados Unidos e Irã, permanecem no radar dos investidores e ajudam a sustentar os preços do petróleo, além de aumentar as preocupações com a inflação.

Antes da abertura dos mercados americanos, os contratos futuros indicavam alta de 0,28% para o Dow Jones e de 0,06% para o S&P 500, enquanto o Nasdaq recuava 0,13%.

Na Europa, o Stoxx 600 avançava 0,2%. O DAX, da Alemanha, subia 0,1%, o Ibex, da Espanha, ganhava 0,5%, e o CAC 40, da França, registrava queda de 0,1%.

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única. O índice de Xangai avançou 0,02% e o CSI300 subiu 0,10%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,39%. Dados divulgados na China mostraram aceleração da atividade do setor de serviços em agosto, indicando aumento da demanda interna.

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