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Suframa cobra ação imediata após vazamento químico na ZFM

Acidente com estireno na fábrica da Innova levanta dúvidas sobre protocolos de segurança e expõe riscos ambientais no polo industrial.

O vazamento de estireno ocorrido na tarde de quarta-feira, dia 15 de julho, na petroquímica Innova, localizada na Zona Franca de Manaus, mobilizou as autoridades públicas.

Nesta quinta-feira, dia 16, a Superintendência da Zona Franca de Manaus determinou que a companhia detalhe urgentemente as ações adotadas para conter a substância, comprove a regularidade do projeto industrial e esclareça as normas de uso do terreno.

A pressão do órgão reflete a gravidade do episódio, cujos efeitos foram sentidos em várias partes da cidade, reforçando a urgência na proteção de trabalhadores e moradores de áreas próximas a operações industriais perigosas.

O estireno é um composto volátil e inflamável essencial para fabricar resinas plásticas usadas em descartáveis, peças automotivas, embalagens e eletrodomésticos.

O contato com a substância traz riscos severos à saúde humana, podendo gerar desde tonturas, náuseas e fadiga até dores de cabeça e forte irritação nas vias respiratórias.

A sociedade ainda aguarda que as investigações conjuntas dos órgãos competentes informem o volume exato do gás liberado, a duração da falha, a extensão dos danos ambientais e o número de pessoas diretamente afetadas.

A empresa licenciada é a responsável primária por garantir essa segurança operacional, podendo sofrer sanções administrativas, civis e ambientais se os laudos provarem qualquer negligência.

A preocupação com a infraestrutura local ganha força devido a um trauma recente na mesma região. No dia 5 de agosto de 2025, um incêndio gigantesco destruiu as plantas vizinhas da Effa Motors e da Valfilm, localizadas no distrito industrial 2, exigindo o trabalho intenso de 148 bombeiros e 26 viaturas para apagar o fogo que consumiu plásticos e combustíveis.

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