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Governo adia retaliação aos EUA para evitar alta de preços

Presidente Lula solicita estudos de impacto sobre a tarifa de 25% e busca expandir isenções antes de aplicar medidas recíprocas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou pela cautela e solicitou análises aprofundadas sobre os impactos da aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.

A mudança de estratégia tem o objetivo central de prevenir novos aumentos tarifários e impedir o encarecimento dos produtos para o consumidor nacional.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou essa postura prudente em declaração à emissora CNN, destacando que a situação exige cuidado.

Inicialmente, o governo federal planejava uma resposta econômica imediata à nova sobretaxa americana de 25%. Contudo, a forte rejeição por parte do setor empresarial fez com que o presidente decidisse reavaliar o cenário.

A expectativa atual da gestão brasileira é conseguir ampliar a lista de exceções até a próxima quarta-feira, dia 22, com o objetivo principal de incluir os setores de máquinas e de calçados nessas isenções.

As rodadas de negociação devem ser retomadas no início da próxima semana. No momento, o presidente brasileiro descarta qualquer contato direto com o líder americano, Donald Trump.

O diagnóstico interno da equipe do governo é de que todos os mecanismos técnicos de negociação precisam ser completamente esgotados antes de uma ligação entre os chefes de Estado.

Apesar de encarecer parte das exportações do Brasil para o mercado americano, a avaliação final é que a nova taxação terá um impacto bastante limitado na economia brasileira como um todo.

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