Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em 10 anos
Dados do Inpe mostram queda de 38% na perda de vegetação da floresta no primeiro semestre, enquanto o Cerrado registra o melhor cenário desde 2021.
A floresta amazônica encerrou o primeiro semestre de 2026 com o menor índice de alertas de desmatamento dos últimos 10 anos. De janeiro a junho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais identificou 1.295 km² de área com perda de vegetação nativa.
O Cerrado também apresentou melhora, registrando 3.142 km² de desmatamento no mesmo período, o número mais baixo desde 2021. Os dados foram divulgados na sexta-feira, dia 10.
Apesar da queda geral, a redução foi muito mais expressiva na Amazônia, com uma diminuição de 38% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No Cerrado, o recuo foi de apenas 6%. Mesmo com esse cenário positivo, o Cerrado ainda concentra um volume de alertas 2,4 vezes maior do que a floresta amazônica.
Analisando somente o mês de junho, a Amazônia teve 297,26 km² de área sob alerta, o que representa uma queda de 35% ante os 457,61 km² de junho de 2025. Já o Cerrado registrou 481,53 km² no mês, marcando uma redução de 5,3%.
Todo o monitoramento é realizado pelo sistema Deter, que emite avisos rápidos de alteração na cobertura vegetal para orientar as equipes de fiscalização ambiental.
O instituto esclarece que esses números indicam o ritmo de novas derrubadas, mas a taxa oficial e consolidada de desmatamento no país é calculada anualmente por um segundo sistema chamado Prodes.
O ciclo completo de análise do órgão federal ocorre sempre de agosto a julho para acompanhar as variações climáticas. Nos 11 primeiros meses do calendário atual, a Amazônia acumulou 2.485,90 km² em alertas, uma queda de 37,2%, e o Cerrado somou 4.689,40 km², recuando 7,9%.
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