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Alerta ambiental aponta risco em barragens no Amazonas

Relatório nacional revela problemas de conservação em estruturas de mineração na cidade de Presidente Figueiredo e expõe falhas na fiscalização

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico incluiu 2 barragens da empresa Mineração Taboca em sua lista de alto risco para acidentes e danos ambientais severos.

As estruturas operam na Mina do Pitinga, na cidade amazonense de Presidente Figueiredo. A reclassificação foi oficializada no Relatório de Segurança de Barragens 2026 e ocorreu devido à falta de conservação adequada e ao desrespeito às normas estipuladas pela Política Nacional de Segurança de Barragens.

O documento governamental destaca a situação da barragem 81-01, que funciona desde 1986. Ela permanece com a classificação de risco elevada porque apresenta falhas estruturais que não foram consertadas desde a última inspeção técnica.

O problema ganha contornos mais graves porque a Agência Nacional de Mineração deixou de vistoriar o local presencialmente ao longo de 2025. O órgão explicou que esse tipo de alerta serve justamente para mostrar ao poder público quais locais precisam de vigilância constante.

O balanço também revela um cenário de fragilidade em todo o país, apontando a falta de 221 especialistas para o trabalho de fiscalização e indicando que 48% das quase 30.000 barragens brasileiras estão com situação indefinida por ausência de dados.

Em sua defesa, a Mineração Taboca garantiu que suas estruturas são seguras e passam por manutenções frequentes. A companhia justifica que a nota de risco atribuída reflete a idade e o método usado na construção da obra, não indicando risco imediato de rompimento. Novas visitas de fiscalização estão marcadas para ocorrerem em 2026.

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