Trump diz que não tomou partido na eleição brasileira a pedido de Lula
Presidente dos EUA não afirmou se reconhece a vitória do petista e voltou a chamar o pleito de “vergonhoso”, sem apresentar provas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que não tomou partido na eleição do Brasil porque foi pedido pelo presidente Lula. Ele disse que vai conversar com o brasileiro, mas, mais uma vez, não disse se reconhece a vitória do petista. Questionado sobre quem venceu, respondeu que não queria comentar o assunto agora.
Trump classificou a eleição como um grande constrangimento para o povo brasileiro e disse que acompanhou o processo sem interferir. Citou a queda do mercado financeiro como sinal de que a situação foi vergonhosa para o país. Não apresentou provas para as críticas.
Na quarta-feira (28), ele já havia dito, também sem provas, que o pleito foi “muito estranho”. Naquele dia, recusou-se a comentar a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, derrotado na disputa, na qual ele se autointitulava “líder do Brasil”. Trump afirmou apenas que os EUA autorizaram a entrada do senador no país e que não pretende se envolver.
As alegações de fraude contrastam com o resultado oficial confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que declarou a vitória de Lula. O PL, partido de Flávio, reconheceu o resultado, mas pediu esclarecimentos à Justiça.
Na terça-feira (27), um representante do Departamento de Estado dos EUA informou que Flávio, a esposa e as duas filhas receberiam vistos. A família desembarcou em Miami na manhã de quarta-feira, depois que o senador deixou o Brasil por terra, cruzando a fronteira com a Argentina. De Puerto Iguazú, seguiu em jato particular, com escala no Equador.
A saída ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal. A decisão foi tomada em um processo que investiga Flávio e o advogado Willer Tomaz por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema envolvendo empresas de Tomaz e bets. Os dois confirmam a amizade, mas negam sociedade e qualquer irregularidade.
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