Brasil repudia novo tarifaço dos EUA depois de 30 tentativas de acordo
Governo rebate críticas da oposição, classifica a medida como política e detalha o esforço diplomático contínuo para evitar a cobrança que começa no dia 22 de julho.
O governo federal rejeitou as acusações da oposição sobre supostas falhas diplomáticas que teriam resultado na nova taxação imposta pelos Estados Unidos aos produtos nacionais.
Integrantes da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificam a medida americana como uma retaliação ideológica e política. Para provar o empenho nas tratativas, o Itamaraty revelou que tomou a iniciativa de realizar mais de 30 contatos com autoridades americanas desde o primeiro anúncio da tarifa.
As conversas envolveram reuniões presenciais, chamadas de vídeo e telefonemas em escalões técnicos, ministeriais e presidenciais. Desse total, o Brasil buscou ativamente o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o representante de Comércio, Jamieson Greer, em 11 oportunidades exclusivas para tentar reverter a decisão.
A confirmação da tarifa gerou forte reação oficial do Brasil, que publicou uma nota chamando a atitude de um marco lastimável na relação bilateral e repudiando formalmente a ação. Como resposta, o presidente Lula prometeu invocar a lei de reciprocidade comercial.
O governo argumenta que não existem razões lógicas para a aplicação de medidas unilaterais, destacando que os próprios dados oficiais apontam que os Estados Unidos registraram um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.
A administração federal reforça que atuou de forma constante durante todo o processo conduzido pelo órgão americano, entregando provas documentais suficientes para desmentir qualquer acusação de prática comercial desleal por parte do mercado brasileiro.
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