Saída do Mapa da Fome será destaque na campanha de reeleição de Lula
Partido dos Trabalhadores vai destacar contraste entre os governos atuais e anteriores usando os novos dados divulgados pela ONU.
A campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai utilizar a recente saída do Brasil do Mapa da Fome como um de seus principais argumentos políticos.
A estratégia da legenda é destacar que o país retornou a essa lista durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro e conseguiu sair agora, na 3ª gestão de Lula. Esse discurso ganhou força após a divulgação dos dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, conhecidos na terça-feira, dia 21.
O relatório da entidade, referente ao período entre 2023 e 2025, revelou que o Brasil atingiu a marca de 0,6% no índice de insegurança alimentar severa, representando o menor nível de toda a série histórica.
Para que um país consiga deixar essa classificação negativa, é necessário registrar menos de 2,5% da população sofrendo com a falta de renda para o consumo mínimo de calorias exigido para uma vida saudável, conforme o indicador de Prevalência de Subnutrição medido pela instituição.
O cenário atual contrasta fortemente com os números registrados entre 2020 e 2022, quando o índice brasileiro chegou a 8,5% e afetou 17,9 milhões de pessoas. Esse aumento expressivo, impulsionado pelos impactos da pandemia de coronavírus, marcou o retorno da nação ao Mapa da Fome após um período de 7 anos seguidos fora do levantamento.
A 1ª vez que o Brasil havia superado e deixado essa marca negativa para trás foi no ano de 2014, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
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