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MPT recebe 3.396 denúncias de assédio eleitoral em 2026 e supera total de 2022

Número já ultrapassa o registrado na última eleição; veja como denunciar

O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 3.396 denúncias de assédio eleitoral em 2026, até as 10h desta quinta-feira (29), superando as mais de 3.373 registradas em 2022. Em relação a 2018, o aumento é de 1.600%.

Só em outubro foram cerca de 2,6 mil denúncias, alta de 371% sobre setembro. São Paulo lidera, com 620 casos, seguido por Minas Gerais (351) e Rio de Janeiro (252). Após o segundo turno, foram 1.459 denúncias.

O aumento ocorre em meio a publicações nas redes que incentivam demissões e boicotes a empresas supostamente apoiadoras de Lula. Na quarta-feira (28), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou uma força-tarefa nacional para fiscalizar o problema.

O assédio eleitoral acontece quando empregadores ou gestores pressionam um trabalhador a votar ou apoiar determinado candidato, seja por ameaça de demissão, redução salarial ou exigência de participar de campanhas. Também há casos pelo WhatsApp, citado em 37% das ações analisadas em pesquisa do TST.

Desde 2023, a Justiça do Trabalho registrou 863 processos sobre o tema, 233 deles em 2026. Neste ano, o MPT obteve 52 liminares e firmou 53 termos de ajuste de conduta.

Para denunciar, o trabalhador pode usar o site e o aplicativo Pardal MPT, de forma anônima ou com pedido de sigilo. Outros canais são o sindicato, o Ministério Público Eleitoral, o Fala.br, o Disque 100 e a Central Alô Trabalho, no 158. Vale guardar mensagens, e-mails, áudios e fotos, além de anotar data, local e pessoas envolvidas.

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