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EUA podem anunciar novo tarifaço de 25% contra o Brasil nesta quarta

Brasília rejeita justificativas de Washington e estuda acionar a Lei de Reciprocidade caso a nova taxação seja confirmada.

O Escritório da Representação Comercial dos Estados Unidos define nesta quarta-feira, dia 15, se aplicará uma nova taxação de 25% sobre as importações de produtos brasileiros.

A medida proposta tem como base as regras da chamada seção 301 da legislação americana, que aponta supostas práticas comerciais inadequadas por parte do Brasil.

Estão fora dessa lista de tarifas itens estratégicos das exportações brasileiras como carnes, café, peças de aviões, minerais metálicos, frutas, especiarias e petróleo.  

O governo brasileiro contesta formalmente todas as alegações e mantém reuniões diplomáticas de alto nível na tentativa de barrar a medida. Caso a taxação seja confirmada, o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços avaliam retomar o processo da Lei de Reciprocidade, que havia sido suspenso após recuos anteriores de Washington.

Para mitigar os impactos nas empresas nacionais, Brasília estuda também a edição de uma Medida Provisória de socorro financeiro aos exportadores afetados, nos mesmos moldes do apoio concedido em sanções passadas.  

Os norte-americanos justificam a retaliação apontando que o Brasil adota políticas consideradas discriminatórias e prejudiciais ao comércio internacional.

Entre as queixas apresentadas estão decisões judiciais brasileiras que determinaram a remoção de conteúdos políticos e a suspensão de contas de redes sociais americanas sob pena de multas severas.

Washington também acusa o Brasil de conceder tarifas preferenciais injustas para Índia e México, de não combater de forma eficaz a corrupção e a falsificação de marcas, além de restringir o mercado para o etanol norte-americano e falhar na aplicação de leis contra o desmatamento ilegal.  

Gigantes do mercado norte-americano, como Coca-Cola, eBay e Tesla, manifestaram-se formalmente contra o tarifaço por temerem prejuízos imediatos em suas próprias cadeias de produção.

Em paralelo a este embate, o Brasil ainda corre o risco de sofrer um acréscimo de mais 12,5% em suas tarifas de importação para os Estados Unidos. Essa sobretaxa faz parte de uma sanção americana direcionada a 60 economias sob a acusação de omissão no combate ao comércio de produtos fabricados por meio de trabalho forçado.

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