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Petro veta posse de presidente eleito em base militar na Colômbia

Em meio a trocas de acusações e transição suspensa, atual governante não reconhece o resultado das urnas e convoca protestos populares

O atual presidente colombiano Gustavo Petro determinou no domingo, dia 12, que as instalações militares do país não poderão sediar a cerimônia de posse do seu sucessor eleito, Abelardo de la Espriella.

A ordem foi divulgada nas redes sociais pelo líder em exercício, que utilizou suas prerrogativas constitucionais para barrar o uso dos espaços das Forças Armadas no evento oficial marcado para o dia 7 de agosto.

O embate agrava a crise política nacional após o Conselho Nacional Eleitoral confirmar a vitória da oposição no 2º turno disputado no mês de junho.

O candidato da direita venceu o pleito ao somar 12.960.166 votos contra 12.708.312 alcançados pelo governista Iván Cepeda. Com a escalada dos conflitos, de la Espriella anunciou a suspensão imediata do processo de transição.

O futuro chefe de Estado acusou a atual administração de corrupção e de articular uma manobra golpista para permanecer no poder, exigindo que as instituições de Estado e a comunidade internacional garantam a ordem democrática.

A ruptura definitiva aconteceu logo depois que Petro declarou publicamente não reconhecer a legitimidade do novo governo.

O atual mandatário alegou a existência de fraudes nos sistemas de votação sem apresentar provas materiais, criticando as empresas responsáveis pela segurança cibernética e convocando manifestações de rua para o dia 20 de julho.

Essa reação surgiu como resposta aos planos revelados pelo presidente eleito, que prometeu encerrar as negociações de paz com grupos guerrilheiros, garantindo que irá reativar mandados de prisão e exigir a submissão incondicional dos criminosos ao sistema de Justiça.

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