Michelle decidirá sobre candidatura ao Senado
Cuidados de saúde e restrições da prisão domiciliar do ex-presidente pesam na escolha da ex-primeira-dama
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, filiada ao PL, ainda não definiu se vai concorrer a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal.
Integrantes do seu círculo político apontam que as chances de entrar na disputa são de 50%, com os outros 50% indicando uma possível desistência.
A palavra final será dada em conjunto com o ex-presidente Jair Bolsonaro. O casal precisa avaliar as consequências práticas da candidatura para conciliar o intenso cronograma de viagens com o desejo de manter uma agenda nacional de apoio a outras candidatas do partido.
A condição médica do ex-mandatário influencia fortemente esse planejamento político. Os aliados percebem que Michelle se encontra com a mobilidade reduzida em virtude da dedicação integral aos cuidados do marido, que atualmente cumpre prisão domiciliar.
O regime foi autorizado por razões humanitárias e prorrogado por tempo indeterminado pelo ministro Alexandre de Moraes. A rotina impõe limitações rígidas, proibindo o acesso a celulares e redes sociais. As visitas presenciais são restritas a familiares e advogados, sendo que um pedido da defesa para garantir trânsito livre aos filhos foi negado pelo magistrado por falta de amparo legal.
Diante desse cenário complexo em casa, o grupo político aguarda um posicionamento definitivo nas próximas semanas.
A previsão interna é que a ex-primeira-dama anuncie publicamente o seu futuro nas urnas antes do início oficial das convenções partidárias, janela que ocorrerá entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.
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