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Petrobras e Pemex unem forças para explorar petróleo no Golfo do México

Acordo entre as gigantes da América Latina busca expandir reservas e impulsionar a produção de energia

As empresas estatais Petróleos Mexicanos e Petrobras assinaram um memorando de entendimento na cidade do Rio de Janeiro para cooperar nas áreas de exploração, refino, gás natural e petroquímica. A iniciativa liderada pelos presidentes Magda Chambriard e Juan Carlos Carpio pretende unir a expertise brasileira em águas profundas com o potencial inexplorado do território mexicano.

A parceria surge após diálogos sobre cooperação energética entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do México Claudia Sheinbaum.

A união beneficia ambos os lados. A Petrobras procura novas áreas de perfuração fora do Brasil para garantir as suas reservas nas próximas décadas, aproveitando a sua vasta experiência técnica iniciada com a descoberta do pré sal no ano de 2006.

Por outro lado, a Petróleos Mexicanos lida com uma dívida que beira os US$ 80.000.000.000 e precisa urgentemente reverter a queda de eficiência de seus principais campos. Ativos que antes eram altamente produtivos sofrem declínio constante, com complexos gerando atualmente apenas 60.000 barris por dia, enquanto reservas importantes, com potencial estimado em 750.000.000 de barris, ainda não entraram em operação.

O plano operacional das companhias inclui avaliar a existência de uma camada de pré sal no Golfo do México e atuar em águas rasas, além de desenvolver projetos conjuntos envolvendo energia limpa e fertilizantes. A disparidade regional é um dos grandes alvos da ação, pois o lado dos Estados Unidos no golfo produz cerca de 2.000.000 de barris por dia em águas profundas, enquanto a área mexicana ainda não possui operações comerciais ativas nessa mesma faixa, que pode chegar a 5.000 metros abaixo do nível do mar.

Magda Chambriard ressaltou a necessidade de observar a região com novas tecnologias, indicando até mesmo futuras avaliações conjuntas no Brasil e no continente africano.

Apesar do otimismo comercial, o projeto apresenta desafios financeiros e históricos. O especialista John Padilla destacou que essas explorações marítimas custam centenas de milhões de dólares. Como a parte mexicana enfrenta sérias dificuldades de caixa, o mercado presume que a estatal brasileira precisará financiar a maior parcela de todo o esforço exploratório. Esse cenário exige cautela redobrada dos gestores, visto que a Petrobras já acumulou problemas operacionais e perdas financeiras consideráveis em empreendimentos passados realizados em países vizinhos.

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