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Mortes por terremotos na Venezuela atingem a marca de 920

Governo contabiliza 2.980 feridos e ONU alerta que mais de 50.000 pessoas podem estar desaparecidas no país.

O governo venezuelano atualizou para 920 o registro de mortos em decorrência dos 2 terremotos que atingiram a região norte do país na noite do dia 24. O balanço provisório mais recente foi anunciado às 14h20 do dia 26. As autoridades também contabilizam 2.980 feridos e 250 edifícios parcial ou totalmente destruídos. Os tremores registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 e já são classificados como os eventos sísmicos mais devastadores dos últimos 100 anos no território.

Os abalos aconteceram com um intervalo inferior a 1 minuto e com apenas 5 quilômetros de distância entre eles. O epicentro do choque mais forte ocorreu na cidade de El Guayabo, situada a 168 quilômetros de Caracas. A baixa profundidade dos sismos aumentou significativamente o poder de destruição nas áreas afetadas.

A capital e as regiões costeiras vizinhas sofreram danos severos, o que resultou no fechamento do aeroporto internacional. O estado de La Guaira foi declarado como zona de desastre e será militarizado por ordem da presidente Delcy Rodríguez para tentar conter a crise.

As equipes de resgate trabalham de forma ininterrupta para encontrar cerca de 200 vítimas que ainda estariam presas nos escombros. O cenário real, contudo, pode ser muito mais trágico do que os números oficiais apontam. O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas calcula que existam mais de 50.000 desaparecidos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que os óbitos podem ultrapassar a marca de 10.000, considerando a densidade populacional e a falta de estrutura local. Para auxiliar nas difíceis operações de busca, nações como o Brasil e os Estados Unidos enviaram equipes de suporte humanitário que já começaram a desembarcar no país no dia 26.

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