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Greve dos Correios segue sem previsão de fim e terá julgamento no TST

Paralisação nacional continua por tempo indeterminado; Tribunal Superior do Trabalho marcou julgamento do dissídio coletivo para 21 de setembro

A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), sem previsão de encerramento. Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), a paralisação começou na sexta-feira (11), após a categoria rejeitar, em assembleias, a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Entre as principais reivindicações estão avanços nas negociações, manutenção de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. De acordo com a FINDECT, o plano de saúde é um dos principais pontos de impasse, já que a entidade afirma que os Correios pretendem alterar o benefício.

Os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços em funcionamento em todo o país. Entre as medidas estão o deslocamento de empregados administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo logístico. A rede de agências permanece aberta ao público.

Na sexta-feira (11), os Correios também entraram com pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), após o fim da mediação sem acordo e a rejeição da proposta para o ACT. No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, que 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade ou estabelecimento durante a greve.

A determinação vale para trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos ou de suporte considerados essenciais para a continuidade dos serviços postais. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). As partes ainda podem chegar a um acordo antes da sessão.

Segundo a FINDECT, sindicatos de diversos estados aprovaram a paralisação, incluindo o SINTECT-AM, no Amazonas. A federação orienta as entidades filiadas a manterem a greve e as mobilizações enquanto não houver uma solução para o impasse.

A paralisação ocorre em meio à crise financeira enfrentada pelos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado, o prejuízo do segundo trimestre foi inferior ao registrado no primeiro trimestre deste ano e no quarto trimestre de 2025.

Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve envolver um consórcio formado por Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia recebido R$ 12 bilhões em uma operação semelhante.

Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa.

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