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Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Levantamento da Quaest aponta vitória do atual presidente em todos os cenários de segundo turno e mostra impactos de polêmicas recentes nas campanhas.

Uma nova pesquisa da Quaest divulgada no dia 15 de julho aponta a liderança do presidente Lula na simulação de um eventual segundo turno para as eleições presidenciais.

O petista concentra 45% das intenções de voto contra 37% do senador Flávio Bolsonaro, consolidando uma diferença de 8 pontos percentuais.

Essa vantagem apresentou um crescimento contínuo ao longo dos últimos meses, saindo de um empate técnico de 42% a 41% em maio e alcançando o patamar atual. Felipe Nunes, diretor do instituto de pesquisa, ressalta que essa oscilação positiva fortalece a posição do petista na disputa.

O levantamento também testou disputas contra outros nomes da oposição e confirmou a vitória de Lula em todos os cenários.

O presidente superaria Ronaldo Caiado por 45% a 36%, Romeu Zema por 45% a 35% e Renan Santos por 45% a 33%. Na projeção principal para o primeiro turno, a liderança se mantém com o petista registrando 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 28%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 2%.

Aproximadamente 65% dos eleitores já consideram sua decisão nas urnas como definitiva.

A pesquisa captou os primeiros reflexos eleitorais do recente desentendimento público envolvendo a família Bolsonaro. A divulgação de um vídeo onde a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro faz críticas e relata humilhações por parte do enteado demonstrou um impacto negativo na campanha do senador. Embora 51% do público ainda desconheça o material, 45% daqueles informados concordam com a atitude de Michelle. Esse conflito prejudicou a imagem de Flávio, diminuindo de 33% para 29% a percepção de que ele é o nome mais moderado de sua família, o que acabou afastando potenciais aliados.

O eleitorado independente, que representa cerca de um terço do total e não se alinha a lulistas ou bolsonaristas, tem sido crucial nessa ampliação de vantagem do atual governo. Nesse grupo específico, Lula cresceu de 37% para 40% entre junho e julho, enquanto Flávio subiu de 24% para 27%, garantindo ao presidente uma distância confortável de 13 pontos. Paralelamente, o apoio ao senador vem caindo mesmo entre a direita não bolsonarista, recuando de 90% em abril para 74% atualmente.

Do outro lado, a campanha petista também enfrentou testes de imagem com a recente operação da Polícia Federal envolvendo o senador governista Jaques Wagner no caso Banco Master. Para 61% dos entrevistados, o aliado de Lula agiu de maneira errada, e 37% acreditam que o episódio afeta muito negativamente a corrida pela reeleição.

Apesar das polêmicas com aliados, a avaliação geral do governo federal apresentou uma melhora significativa. Pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação da gestão superou a desaprovação, marcando 48% contra 47%. O trabalho pessoal do presidente também obteve um empate inédito no último ano, com 36% de avaliações positivas, 36% de negativas e 26% o considerando regular.

Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa escutou 2004 pessoas em todo o país entre 10 e 13 de julho. O estudo possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais, um nível de confiança de 95% e está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR 07181/2026.

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